terça-feira, 11 de outubro de 2011

Dois finais de semana com a Jode!

Não, eu não fui abduzida, mas as vezes eu esqueço que tá na hora de atualizar o blog!

Ainda na tentativa de deixar este blog atualizado, segue agora o post sobre os dois finais de semana que eu passei com a Jode (sim, 3 fds em 2 meses).
O primeiro ela veio para Heidelberg. Depois de quase 1 hora de atraso do trem ela chegou.
No sábado eu dei uma de guia turístico aqui em Heidelberg, tudo bem que em me perdi no caminho para o castelo, mas pelo menos andamos mais pela cidade. Fomos ao castelo, ao Caminho dos filósofos, à Hauptstrasse e basicamente isso. Você deve estar pensando, mas só isso? Em uma hora vocês viram tudo e depois?
Bem, as coisas não foram tão rápidas assim! Primeiro só passamos pela Hauptstrasse, para poder chegar no castelo. Chegando na base, tivemos que subir os 314 degraus, com direito a uma parada estratégica, para pegar fôlego. Depois de algumas fotos e curtir um pouco o jardim do castelo nós descemos (muuuito mais fácil).   Aí fomos para a Alt Brücke, que tem uma vista linda e dá para tirar fotos bem legais. Aproveitando que estávamos no caminho, fomos para a Philosopher´s Way. O problema é que ela é mais alta que o castelo! Não sei quantos degraus subimos para chegar lá, já que eles não são numerados, além disso no caminho tem várias rampas. De qualquer forma, é um caminho bem bonito, uma pena que depois de uma certa altura você já está cansado de mais para apreciar. Dessa vez fizemos mais paradas estratégicas. Chegando lá, encontramos um lugar para sentar e apreciar a vista! Acho que é um dos melhores lugares para se observar a cidade, já que você pode ver a Alt Stadt, o Neckar, a Alt Brücke e o Schloss (castelo). Depois dessas duas caminhadas, fomos almoçar num restaurante italiano e andar pela Hauptstrasse.
A noite, nós pretendíamos sair, mas caiu uma baita chuva aí ficamos em casa conversando.
No domingo, fomos para Schwetzingen no castelo, na verdade no jardim do castelo. O lugar é lindo! Eu me senti no jardim da Alice no País das Maravilhas (versão do Tim Burton). Eu que estava acostumada com jardins que em 10min você já viu tudo, fiquei bem surpresa, não sabia que era tão grande, passamos umas 2 horas lá.
Pegamos um ônibus e fomos para Mannheim, aonde ela viu o castelo e então começamos a discutir se era ou não um castelo. Conclusão: castelos tinham o intuito de proteger, logo aquele não pode em hipótese alguma ser considerado um castelo, mas sim um palácio! Ponto para você Jode! A questão é que schloss pode ser ambos, então você tem que pensar um pouco.
Depois fomos andar um pouco nas margens do Rhein (Reno) e por fim fomos ao Luisenpark. O problema é que chegando lá eu descobri que tem que pagar para entrar, o que não fez o menor sentido para mim, afinal o musical da Janis foi lá e eu só entrei, ainda pedi informação para a mulher que agora eu descobri era a caixa e ela não falou nada em pagar! Ou seja, melhor dia para ir lá é quando tem show :P
Depois voltamos para casa e fomos para um bar na Bismarckplatz e por fim para a Heidelberg Hauptbahnhof, onde ela pegou o trem.
Bom, a semana foi absurdamente tumultuada, se vocês ainda se lembram dos outros posts vocês irão entender o porquê.

Eis que chega o final de semana e rumo à Berlin!!! 4:30 da manhã e eu já estava dentro do trem! Depois de algumas baldeações e 6h mais tarde finalmente Berlin! Detalhe que o ultimo trem que eu peguei era o mesmo que a Jode estava, mas não nos tocamos.
Depois de constatar que o objetivo da central de informações aos turistas de Berlin é apenas vender coisas, fomos direto para o hostel deixar as malas. Começamos o tour pela Alexanderplatz, aonde eu pude estrear meu cartão do banco!!! Tiramos fotos no Weltzeituhr (Relógio Mundial) e demos uma olhada na Fernsehturm (torre da TV, que eu não sei por que é tão famosa, já que eu reparei que a maioria das cidades também tem. Só não sei se nas outras também dá para subir, vou me informar depois eu posto). Também tiramos foto na Neptunbrunnen (fonte de Netuno, que está com 4 seres que representam os rios: Rhein, Weichsel, Elbe e Oder), que fica bem pertinho da Rathaus (o prédio vermelho das fotos) e da Marienkirchen (a igreja que aparece ao fundo de uma das fotos na fonte). Continuando nosso tour, fomos passamos pela Dom e pela ilha dos museus (na praça em frente à Dom tem uma espécie de chafariz, que jorra água do chão de tempo em tempo, vale a pena ficar uns minutos observando as crianças, toda vez que sai a água elas levam o maior susto..hehehehe). Era impressionante a quantidade de turistas, em todos os lugares se podia ouvir pessoas falando em espanhol, português, inglês etc.  
E os protestos do Chile chegaram até Berlin, enquanto estávamos lá, um pessoal com bandeiras do Chile estava fazendo uma passeata pedindo por educação de qualidade. Eu sou uma pessoa que geralmente sou contra protestos, mas esse eu não tenho o que reclamar! Acho que exigir educação é sempre válido, só não sei se essa é a melhor forma de fazer, mas eu concordo que temos que lutar para ter uma educação de qualidade!
Voltando à Berlin...seguimos caminho para o Brandenburger Tor, que como todas as partes da cidade estava bem cheio. Como era celebração (essa não é a palavra certa, acho que a distância do Brasil está interferindo no meu português, mas é a data em que as pessoas lembram de um fato importante ocorrido, bom ou mau) dos 50 anos da construção do muro de Berlin, alguém estava fazendo um discurso lá (acho que era o prefeito da cidade) e tinha algumas flores e cartazes com nome de pessoas que morreram tentando atravessar o muro. De lá, decidimos que iriamos ver o que sobrou do muro. Começamos a procurar, tentamos nos guiar por um mapa que tinha na rua mas não estava dando certo, aí vimos o Reichstag e aproveitamos para dar uma passada por lá. Como estávamos decididas a ver um pedaço do muro continuamos nossa busca. Perguntamos para uma mulher em um stand de informações, ela com a maior vontade do mudo (pena que não dá para colocar um tom irônico nas palavras quando se escreve) apontou para o meio de um parque. Totalmente desconfiadas fomos lá e óbvio que não encontramos. Aí perguntamos para um vendedor de água e ele disse: "Tem vários pedaços do muro espalhados por aí. Tem um na Postdamerplatz, perto da estação, que é o grande e um pequeno em outro lugar.". A primeira coisa que pensamos, realmente vários pedaços!
Passamos pelo memoria aos Judeus e finalmente chegamos à Postdamerplatz, logo ao muro. Foi um pouco decepcionante, já que eu esperava algo maior. Além disso, eu nunca vi tanto chiclete mascado em um só local, vide fotos. A questão é que depois que nós encontramos esse pedaço, nós entendemos o que o vendedor disse sobre tem vários pedaços por aí, começamos a nos deparar com pedaços o tempo inteiro, é como se o desafio fosse encontrar o primeiro!
De lá fomos para a Topographie des Terrors (esse está fácil de traduzir heim). Recomendo a todos que possam ir à Berlin! Não lembro exatamente quantas horas eu passei lá, só sei que se não fosse a Jode colocar uma pressão, acho que eu só teria saído quando fechasse. Lá conta a história desde a Ascenção de Hitler até o final da guerra e julgamento dos nazistas. Muito mais detalhes, mais intensidade e senso de realidade do que costumamos ter em salas de aula. O interessante é que não foca tanto no Hitler em si, mas nos outros poderosos do III Reich. De lá fomos ao Checkpoint Charlie, uma das passagens entre a Alemanha Oriental e Ocidental. Voltamos à Alexanderplatz, que a noite é bem legal, várias barracas vendendo comida e ficamos esperando a Jaque, que estava passando 2 meses lá para aprender alemão (ach so, genau). Depois de vários minutos de atraso chegamos a conclusão que ela não tinha aprendido a pontualidade germânica. Aí ligamos para saber se ela viria, e descobrimos que sim, ela tinha aprendido, o problema é que existiam 2 Burger Kings e óbvio que não fomos para o mesmo. À noite fomos num barzinho, eu experimentei a Berliner Weisse mit Himbeer (cerveja de lá misturada com framboesa) da Jode e até que era boa, afinal o sabor de cerveja era quase imperceptível :P
Fomos para o hostel, que era bem confortável! No outro dia de manhã fomos para um tour no Berliner Unterwelten, também muito recomendado! Não é tão fácil assim como a Jaque nos disse encontrar o local dos tickets, já que a estação é no meio do nada e acabamos saindo do lado errado e o local é uma casinha minúscula que seria fácil passar batido. Existem várias opções de tour, nós escolhemos o número 1, que é nos bunkers da 2ª Guerra. É uma experiência diferente e bem interessante. Caso você vá, lembre-se: Não encoste na faixa de tinta branca na parede!
Saindo de lá, nos encontramos novamente com a Jaque e demos uma volta pela cidade. Encontramos um memorial aos que foram mortos tentando atravessar o muro que também era legal, mas como no domingo tínhamos horário para voltar, eu me controlei e não ficamos muito tempo lá.
Fomos para a Dom, já que segundo a Jaque era melhor do que a Fernsehturm (para subir), pois não tem fila e é bem mais barato. A diferença é que na Dom se sobe na garra! Uma das fotos ilustra bem como chegamos lá (isso porque antes de subir tínhamos descansado na praça da Dom)! Pelo menos a vista compensou.
Depois tivemos que ir para a Berlin Hauptbahnhof!

O final de semana foi sensacional! Adorei a cidade e acho que Berlin deveria ser uma espécie de Meca para a humanidade, todos que tiverem a oportunidade de ir um dia, deveriam ir. É impressionante a quantidade de história acumulada em um só lugar. O que mais choca lá, é a percepção de que tanto absurdo aconteceu a tão pouco tempo. Ao contrário do museu de crimes medievais de Rothenburg, que impressiona pela crueldade das pessoas, mas que ao mesmo tempo parece tão distante que não mexe tanto assim com você. Já tudo o que você pode encontrar em Berlin, te faz lembrar que ainda existem pessoas vivas que presenciaram as atrocidades da 2ª Guerra e da Guerra Fria.
Apesar de eu ter gostado e de achar que todos deveriam ir lá, ao menos uma vez na vida, não é um local que eu gostaria de morar. Acho que tudo isso estampado todos os dias na sua cara é pesado. Eu comentei essa observação com algumas pessoas e elas me disseram: mas vivendo lá você se acostuma. Mas isso eu não considero uma coisa boa, acho perigoso nos acostumarmos com tudo aquilo.

Ficou grande, mas considerando que não escrevia a não sei quanto tempo está valendo!

Tchau