quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Rothenburg ob der Tauber


Wie gehts?

Nossa, tem muita coisa acontecendo não estou dando conta de escrever.
Segue um rápido update e depois vou falar um pouco sobre Rothenburg (já faz tempo, mas eu ainda não esqueci).

Sexta-feira passada, o que podemos chamar de O Poderoso Chefão da auditoria interna da SAP me chamou para conversar e ele mesmo me deu uma tarefa para fazer. Detalhe que em quanto eles estava me explicando, ele solta: Aí eu vou entregar esse relatório para o CEO para embasar nossa decisão.
Nem preciso falar que me senti absurdamente importante, o poderoso chefão da auditoria e um dos da SAP, só isso...
Além disso, quando ele terminou de explicar o que ele queria, ele me falou do escritório em SP e fez questão de mandar um e-mail com a pessoa do time que trabalha em SP para organizar uma ligação entre nós e assim podermos conversar um pouco em português!
É sério, ele é muito gente boa. Semana passada mesmo ele convidou os membros novos do time para um almoço onde ele contou a história do time de auditoria interna na SAP, afinal ele está lá desde que o time foi fundado (isso não faz tanto tempo assim, na verdade a maioria das empresas começaram a prestar atenção e montar times de auditoria interna após o Sarbanes-Oxley Act de 2002).
Nessa, eu e a mulher que trabalha em SP já conversamos pelo communicator (uma espécie de MSN interno) e ela pareceu ser gente boa! Foi muito legal poder conversar com alguém em português que sabe exatamente do que eu estou falando, além disso, ela tem mais experiência tanto de carreira quanto no time e ter a visão dela sobre como as coisas funcionam foi muito bom.
No final de semana eu fui para Berlin, mas isso fica para outro post, não vou atravessar viagens. Só adianto que foi muito bom, e mais uma vez eu estava com duas brasileiras, a Jode e a Jaque.
Óbvio que na segunda eu estava super cansada, mas mesmo assim fui para a aula de alemão que foi boa e depois eu fui para o gramado às margens do Neckar aproveitar o restante de luz do dia para ler um pouco (Isso é muito bom!!! Vou tentar fazer isso quando eu voltar para o Brasil, encontrar algum lugar tranquilo para poder ler ou só descansar após o trabalho...muita qualidade de vida).


Agora vamos para Rothenburg ob der Tauber!
Você pode estar se perguntando, mas aonde é isso? Fica aqui na Alemanha, mais ou menos umas 2h a leste de Heidelberg, já na região da Bavaria (eu moro em Baden-Württemberg).
O time de auditoria interna aqui na Alemanha teve um dia para viajar junto e o destino escolhido foi esse (haviam 3 opções, mas quando eu cheguei já estava tudo escolhido).
Chegando lá, a primeira coisa depois de quase 2h no ônibus foi o banheiro. Pela primeira vez eu fui num banheiro público aqui que estava realmente fedido, mas não vou reclamar, pelo menos tinha papel. 
A cidade parece que foi tirada de um desses filmes de época. Ela ainda tem a muralha ao redor, aí você entra e vê todas aquelas casinhas antigas e ruas de paralelepípedo. A cidade até parece que é cinematográfica de tão bonitinha. O interessante é que vendo tudo isso eu tinha certeza de que o turismo sustentava a cidade, mas descobri que na verdade o que gera a maior renda é uma fábrica da Electrolux.
Primeiro fizemos um tour com um guia da cidade, foi bem legal e uma das lendas mais famosas da cidade é que durante a guerra dos 30 anos, quando a cidade foi invadida pelas tropas católicas (estranho escrever isso!), pois era um reduto protestante, eles sabiam que não poderiam resistir, logo resolveram ser hospitaleiros e chamar o pessoal para tomar um vinho. Segundo a lenda, o comandante gostou tanto do vinho e da cidade, que fez a seguinte proposta: caso alguém na cidade conseguisse beber um galão do vinho (algo entre 3,5 e 4 litros), ele deixaria a cidade. O prefeito conseguiu e até hoje eles celebram esse feito!
Depois tivemos um tempo para almoçar, aí o pessoal se espalhou. Eu e mais um cara da Republica Checa fomos para o museu de Crimes Medievais. Quem tiver a oportunidade vá, recomendo muito! É diferente de ler sobre as torturas nos livros de escola ou mesmo nos filmes, quando você vê as máquinas e documentos relatando pessoas sentenciadas, pinturas mostrando as cenas, tudo parece mais real, é como se caísse a ficha de que aquilo tudo realmente aconteceu.
É impressionante a criatividade humana para elaborar mecanismos de tortura! Acho que eles tinham equipamentos para todas as partes do corpo. E o mais incrível, é que a maioria dessas máquinas não eram a punição em si, mas eram parte do julgamento. Funcionava assim, se mais de uma pessoa te acusasse, você não tinha muito o que fazer, era esperar a punição. Porém, se só uma pessoa te acusasse, eles precisavam de mais uma evidência, logo eles gostariam que você confessasse, para isso eles usavam os "brinquedinhos" até você resolver falar e aí de acordo com o crime você seria sentenciado. Lá tinha um guia com vários crimes e a pena correspondente. Geralmente era a morte, mas dependendo do crime, você morreria de uma forma diferente, por exemplo, queimado, cozinhado, desmembrado, enforcado e por aí vai.
Antes de sair desse assunto macabro, preciso falar, eu nunca tinha refletido sobre o nome da banda Iron Maiden. Lá eu descobri que Iron Maiden é uma espécie de sarcófago de ferro e madeira que eles colocavam as pessoas dentro para morrerem. Segundo o museu, no começo eles eram assim, mas depois, lá pelo século 18 eles foram mais longe e introduziram espinhos, que não perfurariam os órgãos vitais, fazendo a pessoa sofrer mais. Como a forma do exterior é de uma mulher ficou esse nome.
O mais assustador é pensar que até hoje existe tortura pelo mundo, o que mudou foram os artefatos.
Nos reunimos novamente com o grupo para um segundo tour. Dessa vez era pela história do vinho na região, o problema é que esse guia não falava inglês! Na verdade ele não é bem um guia, ele produz vinho e é apaixonado pelo que faz. Então ele explicou tudo sobre a produção do vinho, da plantação até as garrafas. Nós fomos andando pela plantação e durante essa fase eu tive tradução simultânea, mas depois fomos para a loja dele, numa salinha escura com luz de velas, pão e, óbvio, vinho! Nessa parte, como estávamos em um ambiente fechado, ficaria meio chato alguém ficar me traduzindo, então eu e um americano que também não fala alemão ficamos lá viajando enquanto a galera ria do que o guia estava falando. O que importa é que os três vinhos que provamos eram muito bons. Mas também foi o meu limite, cheguei a sentir as orelhas esquentarem, ou seja, se tivesse outra taça não acho que seria uma boa ideia provar!
Iriamos dar mais uma volta na cidade, mas começou a chover muito, como já eram quase 17h decidimos voltar.

Resumo: A cidade é uma gracinha, vale a pena uma visita, ainda mais se você tiver um guia! Estando lá, aproveite para ir ao museu e comprar um vinho, afinal é bom e barato (Com algo em torno de 30 reais você compra uma garrafa de um dos vinhos que experimentamos, não sou nenhuma especialista, mas todas as pessoas que estavam lá também gostaram). Não esqueça de aproveitar a vista de um dos jardins para o vale que cerca a cidade é muito bonita! 

Próximo post: Sábado em Mannheim!

Das ist alles Volks!

2 comentários:

  1. Aew Gabizuda, tá ficando importante na SAP, já até ajeitando a volta!!! uhahuahuahu

    Qual era o lance que vc nao bebia mesmo?? =P

    bjao!!

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  2. hahahhahha...
    Mas vinho eu sempre disse que bebia!

    Além disso em Berlin eu provei a primeira cerveja aceitável :)
    Td bem que não parecia cerveja.

    Bjão

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